• O que é?

ANCORAR é uma prática corporal que se propõe a investigar o corpo e o movimento com um enfoque na pelve e suas conexões. Com a ajuda de práticas da educação somática e da dança, buscamos meios de ancorar em nossos apoios, para que possamos fruir do nosso próprio movimento com maior leveza, propriedade e prazer.

O maior objetivo desse trabalho é, através do corpo, se conectar com a própria potência, considerando a pelve como o grande centro dessa força, e entendendo potência aqui como um fluxo livre de movimento, que nos permite sentir prazer com o próprio corpo.

  • Por que?

A pelve é a base do tronco, nosso centro de gravidade, um portal de passagem entre fora e dentro, o ponto de conexão entre a parte inferior e superior do corpo, carrega nossos órgãos sexuais, é berço de nossa energia vital, e a nossa primeira experiência de suporte, contorno e acolhimento.

Quando movemos nossa pelve, movemos também conteúdos profundos da nossa subjetividade e da nossa história, não só a nível individual, mas também a nível coletivo e até ancestral. No entanto, podemos passar uma vida reprimindo esse conteúdo para não entrar em contato, e, inclusive, vivemos numa sociedade que incentiva isso.

A aposta é que através de um trabalho focado na pelve, podemos acessar memórias, liberar tensões e traumas e nos reconectar com aquilo que nos dá suporte tanto mecânico, quanto emocional. Trabalhar nossa base e entender sua conexão estrutural com o corpo como um todo pode nos dar pistas potentes sobre como estão apoiadas nossas escolhas, nossas direções e nossos desejos na vida. 

  • Como?

Para experimentar esse potencial expansivo, é preciso primeiro ancorar. É preciso conhecer muito bem aquilo que nos dá suporte, porque é só a partir dos apoios que encontramos meios para abrir espaço, e força para sustentar nossa própria expansão, do contrário, acabamos, ou por reprimi-la, ou por transformá-la em explosão, que é dispersão de energia.

Portanto, nas nossas práticas, focamos bastante em reconhecer nossos apoios, nossas estruturas de sustentação interna e nosso grande centro de força vital, a pelve. A ideia é se apropriar dos apoios, para que, a partir deles, possamos abrir novos espaços, de forma a deixar que nosso movimento emerja e flua em sua potência.

As práticas do ANCORAR se destinam a todos os corpos, a não ser nas práticas para gestantes que têm uma abordagem direcionada a esse público.

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